Mais de 100 pessoas morrem em terremoto na Colômbia; veja o que se sabe

 

Além disso, 87 pessoas estão feridas e pelo menos 20 estruturas desabaram na cidade colombiana de Cali




Mais de 100 pessoas morreram por terremoto na Colômbia nesta segunda-feira (10/8). O presidente Abelardo de la Espriella declarou "estado de emergência".

Além disso, 87 pessoas estão feridas e pelo menos 20 estruturas desabaram na cidade colombiana de Cali. Há vítimas presas sob os escombros.

O tremor de magnitude 7,4 aconteceu a uma profundidade de cerca de 100 quilômetros, com epicentro perto de San José del Palmar, em Chocó. Não foi emitido um alerta de tsunami. O terremoto também foi sentido em Quito, no Equador, e no Panamá.

Foi instalado um Comitê Nacional para o Manejo de Desastres, presidido pelo presidente da República, Abelardo de la Espriella, para analisar os impactos causados pelo terremoto e definir as ações de resposta.

Solidariedade

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou solidariedade ao povo colombiano, especialmente às famílias das vítimas e a todos os afetados pelo terremoto. "O Brasil permanece à disposição da Colômbia para prestar o apoio necessário", disse o chefe do Executivo.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também expressou solidariedade e disse que a gestão de Donald Trump "está disposto a prestar apoio ao povo colombiano e ao governo" de De la Espriella.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, ofereceu "todo o apoio que a Colômbia precisar". Os presidentes de direita do Chile e do Equador manifestaram solidariedade à Colômbia.

O presidente equatoriano Daniel Noboa juntou-se às ofertas de ajuda com 47 socorristas e cães especializados. Israel também ofereceu ajuda, em meio à retomada das relações diplomáticas com o país.


Especialistas explicam a origem dos fortes tremores na Colômbia e Venezuela





A Colômbia registrou um forte terremoto de magnitude 7,4 nesta segunda-feira (10), resultando em ao menos 111 mortes e danos severos em diversas regiões. O desastre ocorre apenas dois meses após tremores fatais atingirem a Venezuela. Especialistas indicam que a intensa atividade geológica na região, situada no limite de grandes placas tectônicas, justifica a frequência desses fenômenos naturais.

Existe uma ligação direta entre os terremotos da Colômbia e da Venezuela?

Embora os dois países tenham sofrido abalos de grande intensidade em um curto intervalo de tempo, não há evidências de que um evento tenha causado o outro. Os locais dos epicentros estão separados por cerca de mil quilômetros e não pertencem à mesma falha geológica. Além disso, os mecanismos que geraram os tremores são distintos. Na Colômbia, o fenômeno ocorreu pela subducção, onde uma placa mergulha sob a outra. Já na Venezuela, os tremores de junho foram causados pelo movimento lateral entre as placas do Caribe e a Sul-Americana, caracterizando processos geológicos independentes.

Como a profundidade influenciou o poder de destruição de cada tremor?

A profundidade é um fator crucial para determinar o impacto na superfície. O terremoto colombiano teve origem a 100 quilômetros abaixo do solo, o que é considerado profundo. Já os abalos na Venezuela foram rasos, ocorrendo entre 10 e 20 quilômetros de profundidade. De forma geral, quanto mais perto da superfície o tremor começa, maior é o seu potencial destrutivo. Por isso, os eventos na Venezuela deixaram um saldo de vítimas muito maior. No caso da Colômbia, a destruição aconteceu principalmente devido à altíssima magnitude e ao fato de o epicentro estar próximo de áreas habitadas.

O número de terremotos está aumentando na América do Sul atualmente?

A sequência de eventos fortes no Chile, Venezuela e Colômbia nos últimos meses pode dar a impressão de que a terra está tremendo mais, porém sismólogos afirmam que não há dados científicos que comprovem um aumento real na frequência. O que ocorre é um avanço tecnológico significativo: hoje temos redes sismográficas muito mais sensíveis e em maior quantidade espalhadas pelo continente. Isso permite que movimentos pequenos, que antes passavam totalmente despercebidos, sejam registrados e noticiados agora, criando uma percepção de que os fenômenos naturais estão se tornando mais comuns.

É possível prever quando ocorrerá o próximo grande abalo sísmico?

A ciência ainda não possui ferramentas para determinar com precisão a data, o local exato ou a magnitude de um futuro terremoto. As placas tectônicas estão em movimento constante e o acúmulo de energia nelas é monitorado, mas a previsão exata é considerada impossível. Atualmente, os pesquisadores trabalham com modelos de risco e cálculos de probabilidade para identificar quais regiões são mais vulneráveis. O foco das autoridades e especialistas recai sobre a preparação das cidades e a construção de infraestruturas resistentes, visando minimizar danos quando o fenômeno inevitavelmente ocorrer.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.



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🚨 Terremoto na Colômbia: O que sabemos até agora e o que diz a ciência

Um forte terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10/8), deixando mais de 100 mortos, dezenas de feridos e rastros de destruição, principalmente na cidade de Cali. O epicentro ocorreu próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, a cerca de 100 km de profundidade.

O presidente Abelardo de la Espriella declarou estado de emergência, e uma onda internacional de solidariedade já se mobiliza, com ofertas de apoio do Brasil, EUA, México, Equador, Chile e Israel.

❓ Por que a terra está tremendo tanto na região?

A sequência recente de tremores na América do Sul acendeu o alerta. Especialistas explicam os principais pontos sobre o fenômeno:

  • 💥 Ligação entre os abalos na Colômbia e na Venezuela: Não há relação direta. Embora tenham ocorrido em um curto intervalo de tempo, os episódios aconteceram em falhas diferentes. Na Colômbia, a causa foi a subducção (uma placa mergulhando sob a outra). Na Venezuela, o movimento foi lateral.

  • 📏 A questão da profundidade: O tremor colombiano foi profundo (100 km), o que ajuda a dissipar parte da energia antes de chegar à superfície. No entanto, sua altíssima magnitude e a proximidade com áreas urbanas causaram grandes estragos.

  • 📈 Os terremotos estão aumentando? Não. A impressão de que há mais abalos deve-se ao avanço tecnológico. Com redes sismográficas mais sensíveis, registramos eventos que antes passavam despercebidos.

  • 🔮 É possível prever o próximo? Ainda não. A ciência consegue mapear áreas de risco e calcular probabilidades, mas não prevê data ou hora exata. Por isso, a prevenção em infraestrutura é a melhor defesa.

💭 Nossos sentimentos e solidariedade a todas as famílias afetadas na Colômbia.

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